Paraguai: do porto (Argentina) à ponte (Brasil)

Foto_Nancy Mendez

Reprodução Revista 100 Fronteiras, foto de Nancy Mendez

A grande circulação de bens e pessoas na Tríplice Fronteira hoje é uma consequência direta de uma decisão política tomada durante o governo de Alfredo Stroessner. Por volta da década de 1950, o Paraguai encontrou uma alternativa à histórica ligação comercial com o porto de Buenos Aires: a ponte e o acesso ao oceano via Brasil.

A condição de país mediterrâneo (sem saída para o mar), levou a então principal região do Paraguai (Assunção) a uma condição de dependência à Argentina. A abertura brasileira começou em 1941 com a criação de um depósito franco no Porto de Santos. Em 1955, foi criado o depósito franco de Paranaguá e, do lado paraguaio, a Ruta 7 ligou a região central do país à futura Cidade do Leste.

Em 1956, o anúncio da Ponte da Amizade (inaugurada em 1965), concluiu a ligação terrestre do Paraguai com o mar. E a efetiva mudança do porto de Buenos Aires para a Ponte da Amizade coincidiu com a dinâmica da globalização econômica, experimentada todo o mundo com intensidade sem precedentes.

Como consequência das características fechadas da economia brasileira (que persistiu até início dos anos 1990), do mercado consumidor no eixo Leste do Paraguai – Sudeste do Brasil (desde Assunção até São Paulo), e da política tributária paraguaia (o regime de turismo), ambos os países se depararam com um intenso comércio. Além do comércio e de compartilhar energia, a virada do porto para a ponte levou o Paraguai a uma aproximação permanente com o Brasil.

Por: Micael Alvino da Silva

Publicado originalmente em: Revista 100 Fronteiras, edição de agosto de 2018.

The Making of a Forest

Frederico Freitas

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Landscape change at the Argentine-Brazilian border, 1953-2017

This series of interactive maps are a sequel to the ones I launched in 2014.  They show deforestation and reforestation in national parks at the border between Brazil and Argentina, between the 1950s and the 2010s. They use as source aerial imagery unearthed from Brazilian archives and historical satellite pictures, including some from US spy satellites from the 1960s. The visualizations show the impressive environmental change occurring in almost seven decades, when this borderland area went from being a dense of subtropical rainforest to become a sea of small family farms as thousands of settlers moved into the area. They also show the effectiveness of national parks as a protection against deforestation.

Visit site with interactive maps

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Globalização e diversidade étnica

Mesquita - Latife Osman

Foto: Latife Osman/Revista 100fronteiras

Amenizar o problema da distância com os meios de transporte e facilitar a comunicação entre as pessoas são as duas principais características da globalização. Reunir pessoas de diferentes partes do mundo em uma região como a Tríplice Fronteira e torna-la a fronteira mais importante da América do Sul também está neste contexto.

Com pessoas diferentes vem também a diversidade e, o término do Ramadã é um bom momento para questionar: todos imigrantes e descendentes árabes são muçulmanos? Todos os muçulmanos são árabes?

Um tour em Foz do Iguaçu na Mesquita da rua Meca e outra na Sociedade Beneficente Islâmica da avenida Jose Maria de Brito, mostraria aos visitantes que o mundo muçulmano é composto majoritariamente por uma comunidade Sunita e outra Xiita. Mas, alguns metros a mais e se poderia chegar ao templo dos Drusos.

Portanto, somente considerando aa comunidade árabe da região podemos ver que há uma diversidade religiosa considerável, mesmo que naqueles casos as pessoas podem se reconhecer na mesma cultura árabe (arabismo).

Ser muçulmano mais amplo e tem a ver com a religião. É por isso que durante o Ramadã é difícil não observar os africanos muçulmanos com suas incomparáveis roupas coloridas de cor viva. Os árabes até podem usar roupas longas semelhantes, mas neste caso de cor branca ou preta, por recomendação religiosa.

Sunitas, Xiitas, Drusos, árabes e africanos. A comunidade muçulmana em Foz do Iguaçu e em Cidade do Leste são parte do movimento mais amplo de globalização.

Por: Mamadou Alpha Diallo

Itaipú Binational Dam Post-2023: The Next 50 Years of Sustainable Development

Christine Folch

In 2023, the treaty that governs the world’s largest dam will expire.  Our team will develop strategies to steer sustainable development in Paraguay and Brazil, which share the dam, as well as confronting environmental issues and lessons surrounding renewable energy and power, with regional and worldwide resonance.

Executive Summary
Itaipú Post-2023 is multi-sited research team between Duke University and the National University of Asunción, Paraguay (UNA), along with key partners at Brazil’s University of São Paulo (USP) and the Latin American Energy Organization (OLADE). Our goal is to offer pragmatic policy recommendations for the upcoming renegotiation of the Itaipú Treaty (Brazil-Paraguay) which governs Itaipú Binational Dam. Itaipú Dam is the world’s largest dam in terms of energy production, supplying Brazil with 18% of its electricity and Paraguay with 85% of its demand. When the treaty expires in 2023, the energy pricing and distribution agreements are once again up for debate…

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“Maio Paraguaio”: da Tríplice Fronteira à Jerusalém

O mês de maio de 2018 foi agitado para os operadores das Relações Internacionais no Paraguai. Na primeira quinzena, especialistas em contraterrorismo publicaram um texto revisitando o nexo entre Tríplice Fronteira e terrorismo. Uma semana depois, na sequência de Estados Unidos e Guatemala, o Paraguai mudou a sede da Embaixada em Israel para Jerusalém. Os dois eventos deste “maio paraguaio” são objeto da análise publicada na Revista Mundorama.

http://www.mundorama.net/?p=24707