A Ponte da Amizade e a Ponte do Embaixador

Foto: Jean Carlos

A Ponte Internacional da Amizade é a ponte mais movimentada das Américas, em circulação de pessoas (97 mil por dia). Em segundo lugar está a Ponte do Embaixador, que divide Windsor (Canadá) e Detroit (Estados Unidos) – 68 mil pessoas por dia.

Os dados sobre a Ponte da Amizade representam uma amostragem, ou seja, um número baseado em uma pesquisa de quatro dias que anualmente é divulgado pela UDC. Já sobre a Ponte do Embaixador, os números são absolutos e informados pelo pedágio e pelo rigoroso controle das autoridades imigratórias e aduaneiras.

A Ponte do Embaixador foi inaugurada em 1929 e movimenta um intenso comércio entre Estados Unidos e Canadá. As mercadorias circulam em oito mil caminhões que cruzam a fronteira diariamente (na Ponte da Amizade são 308 caminhões por dia). É um exemplo de controle das fronteiras sem impedir a circulação de pessoas e mercadorias.

Mas há um detalhe: infraestrutura. No entorno da ponte americana e canadense existem dezenas de viadutos que fazem a conexão com as rodovias interestaduais e os centros comerciais de ambas as cidades fronteiriças.

Além de pessoal de imigração e alfândega e da tecnologia utilizada, o tráfego também conta com os benefícios do programa Nexus. Trata-se de um acordo entre Estados Unidos e Canadá para que seus cidadãos de “baixo risco” possam circular livremente pela fronteira.

Há, portanto, um considerável equilíbrio entre a liberdade de circulação e o controle do Estado. Algo também desejável para a Ponte Internacional da Amizade.

Por: Micael Alvino da Silva

Originalmente publicado em Revista 100 Fronteiras, edição de junho de 2019.

O que mudou na Tríplice Fronteira desde 2001?

O Prof. Dr. Micael Alvino da Silva publicou um artigo na Revista Mural Internacional sobre o assunto.

A Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai é uma das áreas mais vigiadas do Hemisfério Ocidental após os ataques de 11 de setembro de 2001. Especialistas em segurança suspeitam que a numerosa comunidade de imigrantes do Oriente Médio na região tenha ligação com o financiamento de organizações terroristas, especialmente o Hezbollah. Em 21 de setembro de 2018, a prisão do libanês Assad Ahmad Barakat do lado brasileiro da fronteira colocou a Tríplice Fronteira novamente no foco de análises sobre o nexo da região com o terrorismo. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade para atualizar algumas informações sobre mudanças importantes que ocorreram naquela borderland desde 2001. A análise contemporânea deveconsiderar o aumento demográfico em toda a região, o fim da “era dos sacoleiros” e a aprovaçãode leis antiterroristas na Argentina, no Brasil e no Paraguai.

Link para o artigo completo (em inglês):

https://www.academia.edu/38662164/The_Triple_Frontier_Again_The_terrorism_nexus_and_what_has_changed_in_the_Argentina_Brazil_and_Paraguay_borderland_since_2001

Coleman, Naím e Robinson

A globalização do final do século XX caracterizou-se essencialmente por maior circulação de bens e pessoas. Consequentemente, no início do século XXI uma série de problemas de ordem internacional ganharam espaço na agenda política e acadêmica. Em um mundo “desorganizado” pós-Guerra Fria, diversos analistas escreveram sobre a virada do milênio e os problemas do novo século. Neste contexto e a partir de uma das regiões mais problemáticas da América do Sul (a Tríplice Fronteira), este texto objetiva analisar três visões sobre os problemas do novo século – Coleman, Naim e Robinson – publicadas no Brasil entre 2001 e 2006. Trata-se de análises distintas, mas que permitem dialogar com temas gerais e cruciais para a compreensão da Tríplice Fronteira, acusada de favorecer o nexo crime organizado-terrorismo internacional.

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