O Comércio Exterior do Brasil

As relações internacionais podem ser medidas pelo nível do comércio entre os países. Como em qualquer comércio, em nível internacional há os clientes (países ou regiões para os quais exportamos) e os fornecedores (países ou regiões dos quais importamos). 

Se considerarmos a média dos últimos cinco anos, os principais clientes do Brasil foram: Ásia (US$ 70,8 bilhões), Europa (US$ 45 bilhões), América do Sul (US$ 34,6 bilhões), América do Norte (US$ 31,4 bilhões) e Oriente Médio (US$ 10 bilhões). 

Já os fornecedores são: Ásia (US$ 58,2 bilhões), Europa (US$ 46,2 bilhões), América do Norte (US$ 35,8 bilhões) e América do Sul (US$ 24 bilhões). O Oriente Médio aparece em sétimo lugar com média de US$ 5 bilhões.

Em números absolutos, o principal parceiro comercial do Brasil é a China. A América do Sul é um espaço comercial importante, no qual a Tríplice Fronteira é uma espécie de ramal. Dentro da América do Sul, mais da metade do volume de exportações e importações do Brasil ocorre no âmbito do Mercosul.

Nesta lógica, o Mercosul tem importância similar aos Estados Unidos no que se refere às exportações. O Brasil exportou para o bloco, nos últimos cinco anos, US$ 20,2 bilhões e para os Estados Unidos US$ 24,8 bilhões. No que se refere à importação, o que ingressou dos Estados Unidos (US$ 28,8 bilhões) é o dobro do que veio do Mercosul (US$ 14 bilhões).

Muitos temas concorrem para o aumento ou a diminuição do comércio exterior. A crise econômica do Brasil dos últimos anos, por exemplo, foi responsável por alterar o cenário de modo geral. Somente as exportações para a Ásia, América do Norte e Oriente Médio retomaram, em 2017, o patamar atingido em 2013. De todo o mundo, o Brasil importava US$ 241 bilhões em 2013 contra US$ 217 bilhões em 2017.

Quanto às importações, o valor em 2013 era de US$ 239 bilhões e caiu para US$ 150 bilhões em 2017. Com nenhuma região do mundo foi possível retomar os números de 2013. A boa notícia é que alguns indicadores econômicos do Brasil têm melhorado nos últimos meses. No mundo globalizado, o comércio internacional é também um termômetro para a economia doméstica.

(Revista 100 Fronteiras, Edição 159)

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